Quinta-feira, Outubro 26, 2006

SONETO TELEFÔNICO

SONETO TELEFÔNICO


Eu quis ouvir a bela voz de Ivone,
Para melhor poder fazer os meus versos,
Mas como não achei seu telefone,
Eu fui discando números diversos.

No dois três nove um nove sete três,
Alguém disse para mim: Ligue depois!
Não era Ivone e perecia a Inês,
Mas o de Inês termina em sete-dois!

Logo a seguir, disquei o quatro-sete,
Mais quatro-nove-umpquatro e mais um só.
E assim me disse Dirce, da Feijó:

Ninguém vai atender, pois é o da Bete,
Mas se não for, eu creio que é o da Mônica
Que secretária tem, mas eletrônica...

CÁLICE E VENENO

CÁLICE E VENENO

Maria Feijó e Marcos Coutinho Loures

Na vida, as mais cruéis limitações
Vão sufocando sonhos e prazeres,
Calando a voz de nossos corações
E solapando as ilusões dos seres.

E se o melhor da vida, as ilusões,
Subordinadas são a vil poderes,
O sofrimento e as atribulações
Ao lado estão de nossos afazeres.

O grande pensa e sofre o que é pequeno
Mas o pensar também traz sofrimento!
Assim é a vida: cálice e veneno,

Emergente de esferas abissais...
É luz que se perdeu no firmamento,
Uma ilusão fugaz... E nada mais!

Obs: o primeiro quarteto é de Maria Feijó, os outros de Marcos Coutinho Loures

A MOCIDADE ACRÓSTICO

A MOCIDADE ACRÓSTICO

Posso dizer que sinto bem presente,
As lembranças de minha mocidade...
Recordação feliz, pura e inocente,
Acalanto de vida e liberdade!

Belo sonho de amor! Ela é semente
É luz, é chama, é fogo e claridade
No coração de quem, de amor carente,
Se manifesta em foram de saudade...

E quando a juventude, enfim, termina,
Leva a ilusão, o sonho e a fantasia!
A mocidade é assim: tem a magia

Indizível de um sonho de menina!
Nada mais belo aqui na terra existe
E nada mais fugaz e nem mais triste...

PARA UM POETA

PARA UM POETA

FEITO POR ANTONIO VIÇOSO MAGALHÃES

Novo era o Reino e o Mensageiro antigo
Sentiu que após as derradeiras pontes,
A sua voz tinha um sabor de trigo
E o seu olhar transpunha os horizontes...

Via o mundo liberto do castigo
Dos mesmos rumos pelos mesmos montes,
Pois, para sua sede de perigo,
O coração se extravasara em fontes...

Agora, o seu corcel fere a paisagem,
Traduz em outros cantos a mensagem
Dos Reinos que, sozinho, vislumbrou...

Seu próprio itinerário é uma surpresa,
Pois ele empunha o facho da beleza,
Nas vias que o seu verso iluminou!

Doutor Bruno e a Jaqueline

Vou querer que me examine
A Doutora Jaqueline
Para ver o meu estado;
Já fui a muitos lugares
Mas ando desanimado
Com minhas dores lombares.

-Dói, se me deito de lado
E dói, se fico sentado
Em frente à televisão;
-Se fico em casa ou não saio,
Dói em qualquer posição,
Meu bico de papagaio!

Para este mal que me alcança,
Doutora é minha esperança,
Por ser muito competente;
Ela tem as mãos de fada
E minha coluna, doente,
Com ela fica curada!

Talvez faça RPG
Que é bom pra mim, só porque
Eu também tenho cifose .
Doutora é boa de fato!
Para as artrites, e artrose,
Traz alívio imediato!

Faz milagres na piscina
E a seus “alunos” ensina
A dominar qualquer dor!
Acredite se quiser:
Com ondas curtas, calor,
Consegue curar a LER!

Nos AVCs, na isquemia,
Pela fisioterapia,
Tem ótimos resultados.
A Doutora não se cansa
E deixa todos curados,
Seja um adulto ou criança!

Mas, além de competente,
Ela é mesmo diferente,
Pela beleza invulgar!
Isto é o que diz cada aluno,
E assim pôde conquistar
Todo o amor do Doutor Bruno!

Que sejam muito felizes,
Superando as cicatrizes
Que, na vida, são normais!
E que vivam sempre bem,
Pois, sendo ela especial,
O Doutor Bruno é também!


Primavera de 2006

Segunda-feira, Setembro 04, 2006

Trovas e Contra trovas

Mote – É na estrada que sinto o peso da saudade...

Trova

A minha carga pesada,
Eu levo, contra a vontade,
Pois vou sentindo na estrada,
Todo o peso da saudade...

Contra trova

Saudade dói no meu peito,
De noite na madrugada,
Vê se me leva direito,
Pros braços da minha amada...

Trovas e Contra trovas

Mote – Mente sem ocupação é oficina do capeta...

Trova

Se, acaso, não fazes nada,
Ouve bem este ditado;
A mente desocupada
É oficina do diabo...

Contra trova

O diabo então me quis,
Preparar uma falseta;
De férias estou feliz,
E que dane-se o capeta!

Trovas e Contra trovas

Mote – Quando a água virar pó, a mulher vai amar um homem só...

Trova

Quando a água se trasformar
Numa montanha de pó,
Toda mulher vai amar,
De verdade, um homem só...

Contra trova

Devagar com ess’andor,
Cuidado aí, minha gente;
A mulher traindo amor?
Só sujeito incompetente!

Trovas e Contra trovas

Mote – Antes sofrer por alguém do que não ter ninguém para sofrer.

Trova

Antes sofrer por alguém,
Do que esta vida viver,
Sem não ter mesmo ninguém,
Por quem se possa sofrer...

Contra trova

Vem aqui meu amorzinho,
Você é meu grande bem.
Mas é melhor ser sozinho,
Do que sofrer por alguém...

Trovas e Contra trovas

Mote – Minha vitamina é um sorriso de menina

Trova

Ao sorriso da menina,
Eu paro, assim que puder
Pois a minha vitamina
É sorriso de mulher...

Contra trova

Dessa verdade não digo
Amigo não falo nada;
O maior, grande perigo,
Terminar em gargalhada...

Domingo, Setembro 03, 2006

Trovas e contra trovas

Mote – é mais fácil uma flor deixar de ser flor do que um hoimem, traidor...

Trova

É mais fácil uma azaléia
Deixar de ser uma flor,
Do que um homem, na boléia,
Deixar de ser traidor...

Contra trova

Pensando bem, com certeza,
Em matéria de carinho;
N’amor e na natureza,
Rosa também tem espinho...

Trovas e contra trovas

Mote – Se minha mulher manda lá em casa, quem manda nela sou eu...

Trova

Minha mulher é uma brasa,
É a Rainha do meu lar!
Se ela manda em minha casa,
Nela, sempre vou mandar...

Contra trova

Mando sim, tenho certeza,
Ninguém diz que estou errado;
Mando flores para a mesa,
E também mando recado...

Trovas e contra trovas

Mote – Quem ficou rico,correndo, foi Pelé

Trova

Se acaso estiver chovendo,
Devagar é que “dá pé”:
Quem ficou rico, correndo,
Pelo que sei, foi Pelé...

Contra trova

Correr não é bem comigo,
Isso é para quem quiser;
Na verdade, eu só consigo,
Correr atrás de mulher!

Trovas e contra trovas

Mote – Sei que sou feio, mas sou gostoso...

Trova

Eu sou cheio de defeito,
Mas eu me sinto charmoso;
Ser feio não é defeito,
Sou feio mas sou gostoso!

Contra trova

Feiúra quer dizer nada,
Eu também só penso assim;
Mamãe não tinha pomada,
Passou açúcar em mim!

Trovas e contra trovas

Mote – Não sou relógio, mas gosto de fazer hora...

Trova

Estou com pressa, meu bem,
Mas não vou partir agora!
Não sou relógio, porém,
Eu Gosto de fazer hora...

Contra trova

Você pensa em casamento,
Se pensar, ‘tô indo embora;
Eu não quero este tormento,
Só gosto de fazer hora...

Trovas e contra trovas

Mote – Não sou bombeiro mas sei como apagar o seu fogo...

Trova

Como bom caminhoneiro,
Eu já sei qual o seu jogo...
Mesmo não sendo bombeiro.
Posso apagar o seu fogo...

Contra trova

Na fogueira me jogaste,
Em brasa, então eu fique;
Meu fogo, logo apagaste,
De novo me incendiei...

Trovas e contra trovas

mote – O beijo é como o cigarro: não sustenta mas vicia...

Trova

Se me beijas, eu me amarro
E vou querer, todo dia!
O beijo é como o cigarro, m
Não sustenta, mas vicia...

Contra trova

Viciado no teu beijo,
‘Tô ficando sufocado.
Tragando no teu desejo,
Adoro beijo fumado...

Trovas e contra trovas

Mote – Errar duas vezes é bigamia...

Trova

Repito aqui – não me engano,
O que você já sabia:
Se um erro é coisa de humano,
Dois erros ... é bigamia!

Contra trova

Vou errando nessa vida,
Joana, Paula e Maria;
Renata e Aparecida,
Vou errando todo dia...

Trovas e contra trovas

Mote – Ter duas mulheres é fácil, o difícil é ter um sócio...

Trova

Faz do jeito que quiseres,
Mas depois que houve o divórcio,
Fácil é ter duas mulheres!
O difícil é ter um sócio...

Contra trova

Pior do que ter um sócio,
Não é bem isso o que queres.
Sociedade no negócio...
É melhor que nas mulheres!

Trovas e contra trovas

Mote – Rico, correndo, é atleta; pobre é ladrão...

Trova

Eu digo e o povo completa
E sem perder a razão:
Rico, correndo é um atleta;
Pobre, correndo ... é ladrão!

Contra trova

Isso é coisa que me engana,
Tá formada a confusão;
Ladrão pobre se embanana,
O rico não corre não...

Trovas e contra trovas

Trovas e Contra trovas
Mote – Não sou sanfoneiro, mas toco a noite toda.

Trova

Como bom caminhoneiro
Só durmo, de manhãzinha;
Eu nunca fui sanfoneiro,
Mas toco a noite inteirinha...


Contra trova

Vou tocando pela estrada,
Dormindo só nessas redes;
Durante essa madrugada,
Vou tocando uma Mercedes...

Sexta-feira, Setembro 01, 2006

Comentando

Quem ouviu as declarações de Dom Eusébio Scheidt, Cardeal do Rio de Janeiro, a respeito do Presidente Lula deve ter ficado assustado!
Um alto dignitário da Igreja não pode assim se manifestar, sob pena de ser considerado leviano, o que é lamentável.
E o fato da ofensa ter sido feita a um Presidente da República torna-a maior, pois este é o princípio básico do cristianismo.
Rememorando nossa história recente, tivesse Dom Eusébio se referido, da mesma forma a qualquer um dos presidentes militares ou caso residisse em Cuba e ousasse fazer comentários idênticos sobre Fidel Castro, podemos assegurar a essa hora, não estaria Cardeal tão tranqüilo, à espera do Espírito Santo, para a eleição do Papa...
O pronunciamento do religioso não se desdobrou pela atitude serena, madura e sensata de Luiz Inácio Lula da Silva!
Se nosso Presidente fosse mesmo “caótico”, teria agido de outra maneira, pois, no caso presente, que andou semeando o caos foi, sem dúvida, o Cardeal do Rio de Janeiro...
E há de ser ressaltado que nem mesmo no texto onde se desculpa pelas declarações, Dom Eusébio se mostrou suficientemente humilde.
Na verdade, é muito difícil mesmo explicar atitudes destemperadas!
Tudo me leva a crer que a origem do mal está no complexo de superioridade do Pastor, diante de suas “ovelhas” fato muito comum entre lideres religiosos, que se julgam acima do Bem e do Mal, como ocorreu naquele episódio em que um pastor evangélico, diante das câmeras de televisão, andou dando uns pontapés numa imagem d Nossa Senhora Aparecida.
Inconscientemente talvez, esse complexo passa a dominar muitas das ações desses pastores até que, um dia, eles serão obrigados a calçarem as “sandálias da humildade”...
Resultado de uma visão distorcida do mundo, esse sentimento pode aflorar em situações diversas, manifestando-se de maneira tão cruel e grosseira, como vimos no episódio em pauta.
Se o ilustre cardeal voltasse a ler textos sagrados, por certo encontraria inúmeras reprovações à conduta que teve.
E saberia que n ao tem direito de levar à execração pública uma de suas ovelhas por não estar acompanhando ela, a seu juízo, o ritmo dos demais.
Uma das paisagens que exemplifica bem os erros da avaliação que todos cometemos ao julgar a semelhante está em Lucas, de 32 a 43 em que Cristo canoniza o “Bom Ladrão”, preso a uma cruz, com o próprio Jesus.
Só nesta leitura, dom Eusébio teria elementos para ser mais cauteloso em seus julgamentos!
Lida atentamente, a passagem mostra como a sociedade da época condenou o ladrão, reservando-lhe a cruel e áspera lição da cruz!
Áspera e cruel lição que se tornou a chave da salvação, pois, o Bom Pastor, pelos exemplos da vida que deu ao mundo, tocou fundo o coração do malfeitor que, arrependido, clamava pelo divino perdão!
Basta, pois, àqueles que têm o hábito de julgar, uma séria meditação a respeito dessa passagem para ver o quanto Deus é misericordioso!
Isso se aplica a todos, inclusive a Dom Eusébio Scheidt.
O que não poderíamos fazer é omitirmo-nos diante do fato e, ao registrá-lo, torcer para que jamais se repita entre nós.
Se Dom Eusébio não aprender esta lição, vai dar muito trabalho ao Espírito Santo, na escolha de João Paulo II, o nosso já saudoso JOÃO DE DEUS!
Correio Muriaense - 16 de abril 2005

Domingo, Agosto 20, 2006

Musiclip Música tema – Frio en nel alma

-Amor:
O vento frio de uma noite de inverno caiu sobre minh’alma, quando soube que ias partir...
Como ave de rapina, a angústia fincou suas garras em meu coração que, inutilmente, busca reviver os momentos felizes de um pesadelo tão recente...
Ah! Como eu te amei...
Eras a realização dos meus sonhos mais ardentes, a luz que iluminava meus passos, a minha canção preferida.
Com a tua partida, os sonhos se perderam na longa estrada, o sol se apagou e aquela canção se perdeu, na distância que hoje nos separa...
Por mais que eu procurasse, jamais encontrei um motivo que pudesse justificar a tua partida, de modo tão inesperado...
Éramos tão felizes juntos que jamais pensei em te perder!
Os meus erros, tu os perdoaste todos, da mesma forma que esqueci os teus!
Fiz de teu amor a minha oração e, talvez por isso, Deus me tenha castigado, afastando-me de teus olhos, de teu corpo, de teus beijos, de todas as coisas que, a teu lado, trouxeram o paraíso à minha vida!
Agora, reunindo os pedaços de minha esperança, eu me dirijo à Virgem, implorando o perdão por esse meu erro mas pedindo e implorando a Ela que me faça com que voltes para mim, antes que o frio de uma noite de inverno congele toda a min’alma...

Musiclip - Música tema- Impossível saber que perdi você

-Amor:
Ninguém, neste mundo, é capaz de avaliar a imensa falta que você tem feito, em minha vida...
Não é possível que exista ou tenha existido um amor tão intenso, um amor tão bonito quanto o que eu tenho por você e, talvez por isso, seja impossivel acreditar que tudo se acabou.
Muitas vezes, chego a pensar que tudo não passa de um pesadelo, de um sonho mau mas, quando olho em volta, à procura de seus olhos, descubro que tudo mudou, pois não encontro você.
A dura realidade de sua ausência penetra fundo em minh’alma, trazendo-me a angústia de viver, no vazio que você deixou.
A vida sem você não vale nada e, a cada instante, morro um pouquinho mais, sufocado pela dor da sua ausência.
Ah! Amor!
Antes que seja tarde demais, eu lhe peço que volte para mim.
Por favor, venha correndo me dizer que tudo não passa de um pesadelo, antes que o desespero tome conta de toda a minha vida, destruindo o mundo de nós dois...
É impossível, amor, é impossível saber que perdi você...

MUSICLIP Música tema – Que queres tu de mim





Partiu-se em mil pedaços o espelho de cristal do nosso amor...
E pensar que tudo poderia ter sido diferente, se não fosse tua maneira descuidada de lidar com minha carências, se tivesse sabido respeitar meus sentimentos, ficando junto a mim nos momentos mais difíceis e cruciais de nossas vidas...

Cansei de passar noites e mais noites sozinho, conversando comigo mesmo, sem coragem de te expor os meus problemas, pois eu sabia de tuas discordâncias, antes mesmo de me ouvir...
Foram tantos os dias e noites de solidão, que aprendi a viver sem a tua companhia; e, ao te ver aqui, a meu lado, descubro que, por te conhecer como conheço agora, todos os meus sonhos irão se perder, na noite sem estrelas do nosso amor.
Algo de muito estranho se passou entre nós.
Tu mudaste tanto, tanto, que não consigo mais te encontrar; porém, pela maneira que me olhas, pareces querer que eu te implore o amor que, há muito tempo, me foi negado!
Mas, como te pedir aquilo que não tens, se estando junto a mim, eu me sinto sozinho e abandonado, pois é assim que me fazes sentir...
És uma figura estranha em minha vida e chego a pensar que não foi por ti que derramei tantas lágrimas, nas noites longas do pesadelo que se abateu sobre os nossos dias.
Não aceito que me culpes, se tudo se perdeu, ao se partir o espelho de cristal do nosso amor...
Tu quiseste assim e, agora, nem mesmo sei o que fazes aqui, ao, meu lado.
Se até meus sonhos se desfizeram ao contato de tuas mãos, eu te pergunto, então:
-Que queres? Que queres tu de mim?...

De domínio público

Aquele menino, quando nasceu, deram-lhe o nome de ÚNICO! Isto mesmo, Único, um nome que ele, ao tomar noção das coisas, passou a odiar.
Assim foi, pela vida até que, já idoso, sentindo chegar a morte, fez um pedido à santa mulher, que ele adorava, de todo o coração:
-No dia, em que eu morrer, por favor, não coloquem meu nome no túmulo!
Assim foi pedido e assim foi feito. Mas a esposa resolveu, em homenagem a ele, mandar escrever na lápide a seguinte frase:
AQUI JAZ UM HOMEM DE BEM, UM BOM FILHO, BOM PAI E BOM MARIDO QUE JAMAIS TRAIU SUA ESPOSA.
Isto foi o bastante para tirar o sossego do morto porque, ao ler a inscrição no túmulo, cada um dos visitantes do cemitério, não tinha dúvidas ao afirmar:
-Este foi o ÚNICO!

De domínio público

Um mineiro conseguiu autorização para colocar uma barraca de doces, em frente a uma Agência Bancaria.
Um dia, um patrício apareceu e pediu dinheiro emprestado ao doceiro que, na mesma hora, respondeu:
-Impossível! Quando vim para a porta do Banco, fiz um trato com o Gerente:
Nem o banco venderia doces, nem eu emprestaria dinheiro...

De domínio público

Dois sujeitos estão bebendo, num barzinho. De repente, um deles tira do bolso um relógio de ouro, para ver as horas e o outro companheiro de bar, pergunta:
-Que belo relógio! Quanto lhe custou?
-Este aqui custou só seis meses de cadeia...-

De Domínio Público

Se você tem algum problema na vida, pense sobre o seguinte:
-Só há duas coisas que podem incomodar você:
Ser bem ou mal sucedido!
Se você for bem sucedido, não há motivo para se incomodar; se, por outro lado, você for mal sucedido, das duas, uma:
Ou você conserva a saúde ou você fica doente!
-Se você conserva a saúde, não há motivo para se incomodar mas, se você ficar doente, das duas, uma:
Ou você sara ou você morre1
Se você sara, não há motivo para se incomodar mas, se você morrer, das duas, uma:
Ou você vai para o Céu ou vai para o Inferno.
Se você for para o Céu, não há motivo algum para se incomodar mas, se você for para o Inferno, você gastará tanto tempo, cumprimentando seus amigos, parentes e conhecidos que não lhe sobrará tempo algum para se incomodar.
Não é legal?

De domínio Público

Tuniquinho foi ao enterro do pai de um coleguinha e, aproximando-se do amigo, perguntou?
-Como foi que o seu pai morreu?
-Morreu como um passarinho... imagina que ele acabou de almoçar, passou mal, tirou os óculos e... pronto! Foi tudo num segundo!
-Puxa vida – continuou Tuniquinho – e ainda teve tempo de tirar os óculos?
-Graças a Deus! Assim ele nem viu a morte chegar...

De domínio público

Num restaurante, diante de um cliente bem exigente, o garçom pergunta:
-O senhor, que reclama de tudo, seria capaz de diferenciar um frango de uma galinha?
-É claro – respondeu o cliente – faço a diferença pelos dentes!
-Pelos dentes? Mas, como? Eles não têm dentes!
-Eles não, mas eu tenho!

De domínio público

Joãozinho pergunta ao pai:
-Pai! O que é “pena de Talião”?
O pai abaixa os óculos e responde:
-É aquela de “olho por olho, dente por dente”.
-Ainda não entendi nada – responde o garotinho.
E o pai, definitivo:
-É simples, meu filho: Se você me der um tapa, eu também te dou um tapa; se você me matar, eu também te mato!

De domínio público

A menininha, chega com a testa sangrando e a mãe, assustada, pergunta:
-O que foi isso, minha filha? Você tomou um tombo?
-Não mamãe, é que eu dei uma dentada na testa!
-Uma dentada? Como pode, minha filha, se a boca é mais embaixo?
A menina, sem perder a pose, retruca:
-É que eu trepei numa cadeira, mamãe...

De domínio público

Se você pretende se casar, veja o que os mais experientes pensam a respeito do assunto:
“Casamento é como um cavalo bravio! No dia que que alguém quer montar nele, todos vêm ajudar:
Um amarra o estribo; um outro, segura o freio e os outros, ainda, ajudam-no a subir na sela.
Mas, assim que o coitado está montado, todos largam o anilam que começa a dar pinote, como um louco!
Nesse instante, todos juntos, gritam:
-“Guenta” firme!...

De domínio público

O capitão estava instruindo a tropa e, precisando de um voluntário para demonstrações, pergunta:
-Por acaso, tem aqui algum soldado valete?
Zé Custódio se apresenta e o capitão manda colocar o recruta bem na frente do novo canhão, e ordena que o mesmo seja disparado.
Ainda surdo do barulho, enquanto se levanta e sacode a poeira, Zé Cust[ódio é abraçado pelo capitão que o saúda!
-Parabéns, soldado! Você mostrou que é mesmo valente! Vou lá trazer uma Medalha de Honra ao Mérito, para você!
Zé Custódio, olha para os lados e fala baixinho, no ouvido do comandante:
-Aproveita e traz também uma cueca nova. A minha está cheia, até na boca...

De domínio público

No quartel, o sargentão conversa com o recruta, enquanto amarra a sela num belo cavalo alazão:
-Meu jovem, você já montou a cavalo, alguma vez na sua vida?
-Nuca, senhor! Responde o soldado.
-Muito bem! Aqui está o belo cavalo que nunca foi montado! Assim vocês vão aprender ao mesmo tempo. Pode montar!

De domínio público

Dois metalúrgicos conversam. Diz o primeiro:
-Tenho orgulho de meu pai! Ele tudo fez para levantar a classe operaria!
-Foi ele líder sindical? Perguntou o outro.
-Nada disso! Ele foi fabricante de despertadores...

De domínio público

Duas amigas conversam. Em dado momento, a primeira delas fala para a segunda:
-Observei que você e seu marido brigam demais! Será que vocês têm opiniões tão diferentes assim?
-Nada disso – respondeu a outra – Nós brigamos porque temos opiniões exatamente iguais!
-Como assim? Iguais?
-É simples, - explicou a segunda – Acontece que ele quer mandar em tudo e eu quero exatamente a mesma coisa...

De domínio público


Numa reunião de família, Cacá se aproxima da tia e pergunta:
-Tia, você ouviu o que a Sandrinha disse de você, lá na cozinha?
-Não – respondeu a tia – “Eu estava lá na sala, falando mal dela...”

Quinta-feira, Agosto 17, 2006

De domínio público

Um rapaz, naquela fase de “aborrecente”, olha-se no espelho e resolve perguntar ao seu melhor amigo:
-Já reparei que tenho um rosto meio... digamos... delicado demais e isso anda me aborrecendo! Diga-me sinceramente: Você acha que devo deixar a barba crescer?
-Sinceramente?
-É claro! Quero saber sua opinião!
-Eu acho que não. O melhor é deixar como está.
-Uai; por que é que você pensa assim?
-Desculpe-me, mas se você deixar a barba crescer, vai ficar parecendo uma mulher barbada...

De domínio público

Um garoto de oito anos de idade, pergunta ao pai, influente político local:
-Papai, que é um traidor?
-Traidor, meu filho, é um safado que abandona nosso Partido, para ingressar no Partido de nosso adversário político.
O menino pensa um pouco e pergunta ao pão:
-Um homem que abandona o outro Partido e ingressa no nosso Partido, é um traidor também?
-Não – responde o pai. “Este é um aliado!”.

De domínio público

Vários soldados conversavam num quartel, contando suas proezas.
O gaúcho enfatizava: “Olha aqui, tchê! Na minha primeira batalha, matei cinco inimigos.”.
O carioca sem perder o pique, esclareceu: “Pois eu, logo de primeira, matei uma dúzia, somente no pescoção!”.
O paulista, para não ficar pra trás, enquanto comia “dois pastel”, jurou que havia matado mais de cinqüenta inimigos, só com uma baioneta.
Como o mineirinho tivesse ficado em silêncio, os três perguntaram, ao mesmo tempo:
-E você, mineirinho? Quantos matou?
Já de saco cheio de ouvir tanta mentira, o soldado tirou um cigarro de palha, da orelha e respondeu:
-Eu? Eu não matei ninguém! Logo na primeira batalha, eu dei bobeira e morri!

Do domínio público


Marinete, para poder trabalhar, colocou anúncio no jornal procurando uma babá, para tomar conta de seus quatro filhos menores.
O diálogo dela, com a primeira candidata que apareceu, foi mais ou menos assim:
-Você tem experiência?
-Não muita – respondeu a candidata.
-Gosta de criança? – perguntou Marinete.
-Adoro
-E por que você saiu do último emprego?
-Ah... (Suspirou a moça). “É que eu sempre esquecia de dar banho nas crianças...”.
Imediatamente fez-se ouvir um coro de quatro vozes que pedia, insistentemente:
-Fica com ela, mamãe! Fica com ela...

Segunda-feira, Agosto 14, 2006

Comentando

É sabido que o estudo do modo de agir dos animais poder nos fornecer dados importantes a respeito do comportamento humano.
Só para exemplificar, aí estão os experimentos de Pavlov, a respeito do “reflexo condicionado”, feitos em ratos de laboratório.
Mereceu-nos atenção, por isso, um documentário apresentado no “Animal Planet”, focalizando os métodos de caça dos leões selvagens.
Em resumo, ficamos sabendo que são as leoas que caçam e em grupo, quando asa presas são animais maiores, como os búfalos, que são capazes de dilacerar, com seus chifres, um leão adulto, com extrema facilidade.
Uma manada de búfalos, em deslocamento, mostra a existência, entre eles, de animais enfraquecidos pela idade e é aí que entra o chamado “instinto de predador”, existente nos felinos.
Sem se fazerem notar, elas acompanham o rebanho e, após colocarem os filhotes em local seguro, passam a atacar o animal mais velho, de maneira impiedosa e feroz.
O “instinto de predador” faz a escolha certa e o búfalo ferido resiste por pouco tempo, sob os olhares atentos dos leõezinhos, ao longe.
Nem mesmo a reação dos búfalos mais jovens consegue resultado, e, após matar a vítima, os felinos começam a devorar a presa, ali mesmo.
Há, aparentemente, todo um ritual, com os filhotes e o macho dominante sendo chamados para participarem do banquete a céu aberto.
O comportamento destes animais guarda certa semelhança com o modo de agir de certos grupos humanos, com a diferença fundamental de que, enquanto os leões atacam para saciar a fome, os “racionais”, ao fazê-lo são movidos por motivos menos nobres.
Da mesma forma que as leoas agem em bando, assim também procuram agir os assaltantes que se juntam em grupos, bem organizados.
Escolhem ambos, como vítimas, aquelas criaturas com menor poder de reação, geralmente as mais velhas ou combalidas.
Como acontece com os animais, o “instinto de predador” já está presente entre os jovens humanos e, como comprovação, basta ver como eles se tornam inconseqüentes quando se agrupam, muitas vezes desafiando pessoas e costumes, especialmente se não tiverem tido uma educação mais eficiente, capaz de inibir os desvios comportamentais.
O grande dilema das sociedades permissivas, como a nossa, é traçar e impor limites para os jovens, em casa, na rua, na escola.
Sem esses limites, não há como frear os impulsos causados pelos instintos humanos, dentre os quais, atavicamente, se salienta o que batizamos como “instinto de predador”, indispensável à sobrevivência da espécie, em priscas eras, onde as atividades de caça e de pesca eram a única forma de garantir a sobrevivência dos grupos humanos.
Todos esses aportes vão estruturando a personalidade e a única maneira de direcioná-la para o Bem é através de uma educação de qualidade em que educando, família e sociedade estejam integradas, de maneira real.
Urge, para tal, a tomada de uma série de medidas, não somente pontuais, capaz de livrar nossos jovens das situações que, exercitando o “instinto de predador”, possam levá-lo á marginalidade.
Mesmo na condição de búfalo ferido, aqui estamos, alertando para a gravidade da situação, não só em São Paulo, mas em todo o país, inclusive de cidades aparentemente pacatas, como Muriaé.
E que medidas sejam tomadas com rapidez, inteligência e coragem, antes que seja tarde demais, tanto para os búfalos quanto para os leões...