domingo, agosto 20, 2006

De domínio público

Aquele menino, quando nasceu, deram-lhe o nome de ÚNICO! Isto mesmo, Único, um nome que ele, ao tomar noção das coisas, passou a odiar.
Assim foi, pela vida até que, já idoso, sentindo chegar a morte, fez um pedido à santa mulher, que ele adorava, de todo o coração:
-No dia, em que eu morrer, por favor, não coloquem meu nome no túmulo!
Assim foi pedido e assim foi feito. Mas a esposa resolveu, em homenagem a ele, mandar escrever na lápide a seguinte frase:
AQUI JAZ UM HOMEM DE BEM, UM BOM FILHO, BOM PAI E BOM MARIDO QUE JAMAIS TRAIU SUA ESPOSA.
Isto foi o bastante para tirar o sossego do morto porque, ao ler a inscrição no túmulo, cada um dos visitantes do cemitério, não tinha dúvidas ao afirmar:
-Este foi o ÚNICO!

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