quinta-feira, maio 25, 2006

COMENTANDO - SONJA E A ESTRELA SOLITÁRIA , LÁGRIMAS E NASCIMENTOS

SONJA pode ser apenas um nome diferente, mas, nas minhas lembranças, está intimamente ligada á história do Botafogo carioca.

Estávamos, naquele domingo, no Maracanã, para assistirmos ao jogo do alvinegro time da Estrela Solitária contra o Vasco da Gama, com os botafoguenses sofrendo prolongado jejum de títulos e vitórias.

“Mesmo assim, por ser início de temporada, os torcedores alvinegros viam renascidas as esperanças de vitória e lotavam o ‘Mário Filho”.

Era o primeiro grande clássico do ano e pouco se sabia do time vascaíno que estreava um jovem jogador, de pernas arqueadas e jeito moleque.

Do lado de fora das quatro linhas, uma gandula parecia esperar uma vitória do Botafogo, o seu time de coração.

Era a Sonja, e o estreante vascaíno tinha um nome que lembrava um antigo personagem radiofônico que explicava para os ouvintes, a origem das palavras e o significado das mesmas e, por esta função, era apresentado como “Romário, o homem-dicionário”.

Se Romário, o homem dicionário era nacionalmente conhecido, seu homônimo jogador, de pernas arqueadas e jeito moleque, era o oposto!

Embora tivesse jogando muito melhor, o Botafogo sofreu três contra-ataques e, ainda no primeiro tempo, o estreante Romário acabou com as esperanças alvinegras, marcando três gols para o Vasco da Gama.

Já na saída para os vestiários, notamos que alguma coisa estava acontecendo, pois a imprensa, em vez de se concentrar nas entrevistas com os jogadores, passou a dar atenção especial àquela garotinha, a gandula Sonja que, em prantos, se desesperava com o fracasso botafoguense.

As fortes luzes dos refletores das emissoras d TV e os flashes das máquinas fotográficas tornaram Sonja a figura central do jogo, ao representar toda a frustração da grande e fiel torcida alvinegra!

Se, para a torcida vascaína, os três gols de Romário passaram à história do clássico, para os torcedores botafoguenses foi o choro e o desespero de Sonja que ficaram indelevelmente marcados para a história do clube.

Seguidamente, após aquela derrota humilhante, o time de General Severiano foi passando pelos demais adversários e chegou ao fim da temporada como campeão carioca!

O choro de Sonja foi o fator que motivou a reação, levando o time àquela conquista, uma das mais importantes na história deste clube que, de maneira irrefutável, tem seu nome ligado às maiores conquistas do futebol brasileiro.

Romário iniciava uma inigualável carreira, naquele domingo de festa vascaína, no Estádio Mario Filho, o velho Maracanã.

Relatando essa história, mais uma vez comprovamos que “há coisas que só acontecem no Botafogo”.

Importantes lições podemos tirar deste relato e os jogadores alvinegros foram os primeiros a aprendê-las, passando a respeitar o amor da torcida ao clube que eles, ao entrar em campo, representam.

Assim, ao reconhecermos os méritos de Romário, temos que agradecer lhe o fato de ter feito três gols no time de Sonja, a gandula de nome diferente, mas de extrema paixão pelo Grande Time da Estrela Solitária.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

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»

5:14 AM  

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